IMPRENSA
Meio de comunicação baseado na palavra escrita. Inclui os jornais e as revistas, além de outros
veículos.
JORNAIS - Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco), em 1996 existem 8.391 jornais diários no mundo. A Índia ocupa o primeiro lugar em
número de títulos (1.802, dados de 1985), seguida dos EUA (1.520), do Brasil (380), da Alemanha
(375), e do México (295). Quanto à circulação, o Japão tem o maior número de jornais, com
72.705.000 exemplares diários. O país que apresenta o maior número de jornais por mil habitantes é
Liechtenstein, com 602 exemplares. Logo depois vêm, Noruega (590), Japão (578), Islândia (535) e
Finlândia (455).
Os cinco jornais de maior circulação no mundo são japoneses, o primeiro, Yomiuri Shimbun, com
14,246 milhões de exemplares diários. Em sexto lugar, o Bild, alemão, com 4,22 milhões, e o The
Sun, inglês, com 3,461 milhões.
Já em leitura, a ordem dos países tem têm a melhor relação de circulação média entre adultos
(cópias por mil habitantes), é Noruega (704.6), Japão (653.5), Finlândia (531.8), Suécia (508.7) e
Suíça (432.5). O Brasil vende 56.8 cópias por mil habitantes, acima da Argentina (56.0) e abaixo da
Romênia (70.0), de acordo com a Associação Nacional de Jornais em 2002.
HISTÓRIA - O início da propagação dos meios de comunicação impressos acontece no século XII,
época em que o papel começa a ser utilizado na Europa. Antes disso, os sinais gráficos eram
marcados artesanalmente em objetos como papiro, pergaminho, tecido, pedra e madeira. O mural
Acta Diurna (59 a.C.), primeiro noticiário de que se tem conhecimento, é redigido em uma tábua.
Tipografia - A imprensa moderna surge com a invenção da tipografia, por Johan Gutenberg
(1400-1468), por volta de 1440. O novo sistema de impressão usa tipos móveis de metal em relevo,
que retêm a tinta. Revoluciona os processos de composição ao permitir o reaproveitamento dos
caracteres na produção de páginas diferentes, tornando a impressão bem mais ágil.
Linotipo - No início do século XIX, a Revolução Industrial permite avanços nas técnicas de
impressão, que propiciam maior rapidez, qualidade e progressivos aumentos de tiragem. Em 1814,
o alemão Friedrich Koenig finaliza a sua impressora a vapor, estreada pelo jornal The Times. A nova
máquina consegue rodar 1,1 mil cópias por hora, mas o papel ainda é recarregado manualmente.
Em 1846, o norte-americano Richard Roe lança a primeira máquina rotativa de uso comercial. A
rotativa aumenta a velocidade da impressão para 5 mil páginas por hora, graças à implantação de
um sistema mecânico que alimenta a impressora com rolos contínuos de papel.
O passo decisivo na modernização da imprensa ocorre em 1884 com a invenção do linotipo pelo
alemão Ottmar Mergenthaler (1854-1899). A máquina introduz a composição mecânica dos
caracteres, tornando ultrapassados os tipos móveis alinhados a mão. Com o linotipo, a impressão
passa a ser seis vezes mais veloz.
Fotocomposição - Na década de 50, a fotocomposição é introduzida na maioria dos jornais e
revistas. Nesse sistema, os textos e fotos são produzidos em papel cuchê e montados
manualmente (paste-up) e a seguir fotografados (fotolito). Do fotolito é gerada uma chapa de
alumínio que vai para a impressão. Pelo processo da rotogravura, a impressão é feita a partir da
gravação direta no cilindro de impressão. No sistema off-set, um cilindro de borracha recebe a tinta,
que é transferida para o papel.
Informatização - A partir do final da década de 80, o modo de produção da mídia impressa muda
radicalmente. Com a informatização das empresas jornalísticas, todas as etapas da produção
tornam-se digitalizadas. Os textos passam a ser elaborados em computador, facilitando o trabalho
de repórteres e editores. A editoração eletrônica substitui a fotocomposição. Nesse novo processo,
as páginas também são diagramadas no computador. Do arquivo eletrônico é gerado o fotolito. Na
década de 90, o sistema filmless (sem filme), possibilita a gravação diretamente no cilindro de
impressão, por meio de impulsos eletrônicos transmitidos pelo computador. Assim, elimina a
utilização do fotolito.
A transmissão eletrônica das informações viabiliza a impressão simultânea de um jornal em
diferentes cidades. O recurso tem sido explorado, por exemplo, pelo inglês Financial Times e pelo
norte-americano Wall Street Journal.
Neste final de século, com o desenvolvimento de novas tecnologias e da informática, a mídia
impressa diversifica as maneiras de veicular a informação. Jornais e revistas começam a lançar no
mercado versões eletrônicas de suas publicações em CD-ROM e a apresentar seus conteúdos na
rede mundial de computadores, a internet.



